Publicações
Notícias e teses tributárias.
Análises informativas sobre decisões, incentivos e mudanças regulatórias com impacto sobre o modelo de negócios das empresas.
Equiparação hospitalar em 2026: a prova que ganha e a prova que perde
No mesmo semestre, uma clínica levou a equiparação hospitalar na Justiça Federal e outra saiu derrotada com a mesma tese. A Receita reconheceu o benefício para oftalmologia e para cirurgias odontológicas, o CARF aceitou até sociedade registrada como simples, e o STJ suspendeu os processos da odontologia para julgar o tema em repetitivo. O que separa quem ganha de quem perde não é a tese. É a estrutura.
REFORMA TRIBUTARIAIBS e CBS na nota fiscal: a partir de agosto o risco deixa de ser a multa
Em 3 de agosto documento fiscal eletrônico sem os campos de IBS e CBS deixa de ser autorizado, e isso alcança tanto quem vende mercadoria quanto quem presta serviço, por trilhas técnicas diferentes. Em 2026 ainda não há penalidade imediata pelo campo em branco nem recolhimento efetivo dos tributos, e é justamente por isso que o prazo está sendo lido errado.
SAUDEEquiparação hospitalar: o CARF confirmou que hospitalar é o serviço, não o endereço
O CARF cancelou, por unanimidade, autuação contra empresa de home care que usava as bases reduzidas de 8% e 12% no Lucro Presumido. O critério que decidiu o caso, a conta que separa 32% de 8%, e o que a empresa de saúde precisa provar para ter o mesmo tratamento.
REFORMA TRIBUTARIACrédito e split payment: como a reforma muda a conta de quem compra e o caixa de quem vende
O crédito de IBS e CBS passa a depender da extinção do débito, e o split payment recolhe o tributo na liquidação do pagamento. O que a LC 214/2025 e os regulamentos de 2026 já definiram, o que ainda não tem data e o que fazer com o caixa desde já.
PERSETérmino antecipado do PERSE: TRF1 garante o benefício até março de 2027
A 7ª Turma do TRF1 decidiu, por unanimidade, que o benefício fiscal do PERSE vale até o fim dos 60 meses da Lei 14.148/2021, apesar do corte feito em 2025. O fundamento da decisão, o que ela não resolve e o que muda para as empresas do setor de eventos.
REFORMA TRIBUTÁRIAReforma tributária para clínicas médicas: o guia direto para proteger a margem
A redução de 60% da saúde não garante conta menor, o split payment aperta o caixa e o custo do médico PJ tende a subir. O que a LC 214/2025 muda para a clínica, o que ela não tocou (e por isso continua sendo a maior economia) e o que fazer antes de 2027.
TRANSACAO TRIBUTARIANovos editais de transação da Receita: o desconto é a parte fácil da conta
A Receita Federal abriu duas propostas de transação por adesão para débitos em contencioso administrativo, com adesão até 30 de outubro. O Edital nº 9 alcança dívidas de até R$ 50 milhões e permite amortizar parte do saldo com prejuízo fiscal e base negativa de CSLL. A decisão, porém, não se resume ao percentual de desconto.
LUCRO PRESUMIDODecisões judiciais vêm derrubando a cobrança do adicional de 10% no Lucro Presumido
A LC 224/2025 elevou as margens de presunção de IRPJ e CSLL sobre a receita que excede R$ 1,25 milhão por trimestre. Desde janeiro, decisões em vários estados vêm afastando a exigência, e a discussão chegou ao STF. O panorama e a decisão que cabe à empresa.
COMÉRCIO EXTERIORDrawback na reforma tributária: o que sobrevive, o que muda e o que fazer antes de 2027
A LC 214/2025 manteve só a modalidade suspensão para CBS e IBS, e o Decreto 12.955/2026 criou uma habilitação prévia com exigências novas. O ganho, o pedágio e a decisão que o exportador precisa tomar ainda em 2026.
IRPJLei Complementar 224/2025: o aumento de carga tributária travestido de redução de benefícios fiscais
A LC 224/2025 elevou em 10% todos os percentuais de presunção do Lucro Presumido na parcela da receita que excede R$ 1,25 milhão por trimestre. Comércio, indústria, transporte e serviços entram na conta. O que mudou, quem paga e o que ainda está em disputa.
CARFA distribuição desproporcional de lucros na visão do CARF
Distribuir lucros em proporção diferente da participação societária virou prática corrente em sociedades cujos sócios trabalham no negócio, e é especialmente comum em clínicas e sociedades de profissionais. É esse movimento que o CARF vem requalificando. Mesmo depois da Lei nº 15.270/2025, que desde janeiro sujeita à retenção de 10% os dividendos acima de R$ 50 mil mensais por sócio, distribuir lucros segue, em regra, bem mais vantajoso do que remunerar o trabalho pela folha. É essa vantagem que mantém o tema no centro da fiscalização. A atenção do CARF recai sobre os casos em que a "distribuição" tem forma jurídica de dividendo mas essência de remuneração. Panorama informativo.